sábado, 24 de março de 2012

VIVEMOS ENTRE “...”

Amigos e amigas, mais uma vez em minhas costumeiras viagens pelo universo dos meus próprios pensamentos, cheguei a formular uma idéia bem interessante, e com liberdade vou dividi-la com vocês, que mesmo diante das demoras para realizar novas postagens, permanecem fieis a leituras desse pequeno blog.

Então vamos aos fatos, não é de hoje que eu tenho reparado como nós seres humanos não temos coragem de ter opinião própria. Quando eu digo opinião própria estou dizendo própria mesmo que saia de dentro de nossa própria cabeça.

Atualmente as pessoas que tem mais opinião em nossa sociedade, vivem entre aspas, não produzem coisa nova, antes ficam reproduzindo pensamentos passados. Na política, por exemplo, à esquerda com seu discurso marxismo pouco radical e até demasiadamente leve, a direita com seu discurso neoliberalista e pro americanização, nesse campo tudo se fala entre aspas. Na religião, só se fala aquilo que Edir Macedo falou ou aquilo que Fabio de Melo disse. E as próprias idéias das pessoas ou ficam guardadas (e quando vem à tona? Normalmente quando já se tornaram revoltas) ou nem sequer existem.

Somos quase maquinas de tirar Xerox, e nossos discursos são marcados pelas frases, conforme fulano: “...” conforme beltrano: “...”. Eu jamais ousaria dizer que todos estão errados em conhecer o pensamento de quem nos precedeu em algum assunto, muito pelo contrario, isso é ótimo, mas já está passando da hora de apurarmos nosso senso critico e abandonarmos um pouco as aspas para difundir nossas próprias idéias que nem sempre precisam ser totalmente originais.

Lucas Francisco Neto

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Sou Católico e Celebro a Quaresma!


“Eis o tempo de conversão...”

Quase sempre que conheço alguém uma das primeiras coisas que faço é falar que sou Católico Romano e vivo a minha Igreja. Como bom fiel, freqüento a missa dominical e procuro conhecer e amar aquilo que para mim se trata de fé.

Então eis que chegando ao final do verão, passado mais um carnaval iniciamos o Tempo da Quaresma. E sim eu celebro a quaresma! É para mim um período de retiro que me inspira a fazer uma forte reflexão sobre a maneira como tenho vivido a minha vida e também a maneira como tenho servido a vida dos meus irmãos e irmãs.

O Sol da Justiça, Jesus que é o centro da fé católica sofre e morreu não por si próprio, mas por toda a humanidade, assim, é nosso dever ter uma preocupação com a vida do outro, com a qualidade da vida do outro.

No Brasil como apoio a nossa reflexão temos a Campanha da Fraternidade, que neste 2012, quer nos levar a fazer uma analise da Saúde Pública no país, especialmente pelo SUS o Sistema Único de Saúde, algo tão importante, tão falado e tão pouco conhecido.

Mas, para além da conversão social, precisamos nos converter pessoalmente e pedir libertação das correntes que nos amarram e não nos deixam viver com autenticidade a nossa fé, em um Único e Verdadeiro Deus que morreu por nós para que todos tenham vida e vida plena (com qualidade, saúde, esperança).

Abraçando o que diz a palavra de Deus, neste período queremos “rasgar o coração e não as vestes” e assim ouvindo a voz de Deus com os corações abertos, viver bem nos serviço a Deus e aos outros e acima de tudo levar essa conversão para a prática que vivenciamos.

Boa Quaresma a todos!

Lucas Neto

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

CADA DIA MAIS SOLITÁRIOS



"Eu tava triste Tristinho! Mais sem graça Que a top-model magrela Na passarela Eu tava só Sozinho! Mais solitário Que um paulistano Que um canastrão Na hora que cai o pano Tava mais bôbo Que banda de rock Que um palhaço Do circo Vostok..."






Tem sido um período muito interessante, as aulas voltando, as atividades aumentando e eu vou me dando conta de que temos muitas coisas para resolver. Mas, a dinâmica da vida moderna parece que apressa muito as coisas, eu não quero fazer uma analise sociológica dos paradigmas da modernidade, até mesmo porque essa não a minha melhor habilidade.

Gostaria de dividir com vocês que lêem este blog que tenho a impressão que a cada dia o tempo passa mais rápido, não sei se é a velocidade da informação, mas, às vezes chego a pensar que o dia poderia ter vinte e quatro horas.

Um dia mais longo, talvez nos ajudassem a reparar melhor alguns detalhes que estamos perdendo de vista. Penso que estamos perdendo a sensibilidade para perceber sinais, para vivenciar sentimentos, quando o fazemos é de maneira intimista individualista. Tenho observado até no meio religioso uma oração muito pessoal e pouco coletiva, um culto praticamente individual.

A humanidade é uma coisa coletiva, deveríamos ousar pensar um mundo de todos, precisamos avançar na maneira de pensar. Nossa sociedade tem a cada dia mais problemas: saúde, moradia, mobilidade, educação; estão aí exemplos de coisas que não podem ser encaradas como um problema individual.

A construção coletiva é a resposta para muitos dos nossos questionamentos, mais construir algo coletivamente para mim significa: “construir com o outro e para todos”, se formos pensar tudo de forma individual, vamos cair na mesma pratica atual, que tem sido a causa da morte de nossa sociedade, uma morte lenta e dolorosa.

Afinal precisamos saber distinguir se estamos solitários ou se estamos sendo individualistas.

Lucas Francisco Neto

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Eu luto por crer...



Como este blog é sobre a minha pessoa, pensei em aprofundar um pouco mais o tema. No entanto falar de si mesmo às vezes tão diretamente pode ser um pouco chato, então resolvi ser “temático” e falar sobre minhas crenças que revelam muito daquilo que eu sou.


Conversando com vocês meus queridos leitores, que espero que se tornem visitadores freqüentes desta pagina, tenho recebido uma grande inspiração e não é inspiração para escrever, muito pelo contrário. As reflexões que tenho feito para contar minha vida para vocês, tem me inspirado em sair da cadeira e ir para a rua.

Quem me conhece ao menos de vista e me observa envolvido em protestos e outras atividades populares, pode até criar uma imagem de mim muito diversa daquela que eu gostaria de passar, mas, a vida é assim somos analisados pelo conceito de quem vê e não de quem mostra.

Mesmo com essa idéia de que se você me olha vai me enxergar do jeito que você puder ou quiser e não do jeito que eu gostaria não me custa muito querer me explicar.

Se me perguntarem por que eu protesto, luto e me envolvo com problemas e causas coletivas, certamente eu não terei uma resposta pronta e objetiva para dar. Minha vontade de lutar vem de uma profunda inquietação que sinto em mim, me sinto oprimido em aceitar conceitos “pré-fabricados”, me sinto acuado em acatar ordens sem uma previa construção que contemple com igualdade opiniões coletivas.

 
Minha vontade de participar: essa não vem de qualquer desejo egoísta, como muitos podem julgar. Agora sim sem medo de ser hipócrita que contar-lhes o meu objetivo...

Acredito no Deus criador do mundo inteiro, no Deus que nos fez para a felicidade duradoura, e que criou vida para todos. Não acredito em um Deus que separa, antes o meu Deus é sinônimo de “Unidade na Diversidade”, e quando digo unidade estou falando em perfeição, acredito sim que Ele o Deus vivo e verdadeiro é perfeito, e está comigo me animando e impulsionando no abraço de todas as lutas, sempre que me entrego a um serviço em favor dos outros.


Como ser humano, sou frágil e debilitado e constantemente sou empurrado a me afastar daquilo que acredito, mas é aí que algo me lembra que posso contar com vários amigos, mas que o mais forte e fiel, me chama pelo nome desde antes que eu nascesse e me ouve até mesmo quando eu não consigo falar.



 "E quando amanhecer o dia eterno a plena visão,
ressurgiremos por crer,   nesta vida escondida no Pão"


Lucas Francisco Neto

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O Milagre Brasileiro



Tenho visto uma galera diferente tomando conta do Brasil, não sei bem dizer quem são eles/elas, ouso dizer que são bem “estranhos”.

Alguns caras têm cabelo grande, outros já têm pouco cabelo, moças e mulheres que usam maquiagem, outras que não usam, eles/elas são muito diferentes de tudo que eu já vi! Mas, acredite se quiser! A diferença que estou falando não é a que eles/elas apresentam por fora, essa se olhar bem todo mundo têm.

Essa nova galera que tem se levanto é diferente porque tem tomado espaços antes não ocupados, são jovens de diversas origens que resolveram produzir alguma coisa e mostrar para o restante da sociedade que estão ali que existem.

Alguns já despontam como futuros representantes de uma nação nova, preocupada com os direitos de todos, outros despontam como grandes representantes das artes, das ciências... De onde eles/elas vieram? Não sei como já disse antes. Ainda sei pouco sobre eles/elas. Sei apenas que chamam esse pessoal de jovens e dizem que eles são o futuro.

O que eu queria mesmo é que eles fossem considerados presente, que contagiassem todo o nosso povo com esse jeito “estranho” de ter algo que pode ser definido como esperança. O que eu quero é em breve ter certeza de que eu estava certo de que esse é nosso presente de que os “jovens” é que estão certos, de que a nova sociedade já começou e que não foi em vão quando fiz minhas as palavras do poeta e gritei aos quatro ventos “Eu acredito é na rapaziada”.

Tomara que se envelhecer signifique mudar nossos ideais continuemos para sempre assim jovens!

Lucas Francisco Neto

sábado, 28 de janeiro de 2012

Será que por aqui a primavera chegou mais tarde?



A nova onda de protesto que se espalha pelo Brasil, provocada é claro pela mobilização realizada pela nova mídia pode ou não ser reflexo daquilo que ficou conhecido como primavera árabe. Na verdade isso pouco me importa.

O cerne da discussão que eu quero levantar é sobre os efeitos da crise ética que o nosso país vive, a imprensa acusa o governo de corrupção, alguns setores ligados ao governo acusam a imprensa de manipular os fatos para atender a interesses escusos. Nem tanto nem tão pouco.

Não posso ser ingênuo ao ponto de afirmar categoricamente que não exista corrupção em setores que estão colocados no governo, “nossa maquina pública é gigantesca”. Não posso ser leviano (como muitos tem sido) em dizer “que a corrupção no Brasil surgiu no governo do Lula e vem se arrastando no governo da Dilma” isso também é mentira. Fato é que: ultimamente a imprensa de um modo geral tem dado um enfoque especial na discussão do tema. O que me amedronta é a baixa qualificação do debate.

Aqui mesmo em Guarapari, os protestos contra o aumento de salário dos vereadores (tenho participado) geram reações diversas. O movimento já afirmou ser auto-organizativo, mas algumas pessoas teimam em querer encontrar as lideranças, outras não participam dos espaços de discussão e querem deslegitimar quem participa.

Queria sinceramente saber expressão de que ou de quem é esse processo que está levando aquilo que chamamos de sociedade a este quadro extremo da doença moderna que é a apatia participativa, nós não estamos sabendo sequer participar. Chegamos ao cumulo de em alguns momentos não confiarmos nem em nós mesmo?

Como este blog é sobre mim, partindo do meu ponto de vista, posso falar do eu quero e do que eu acredito. Acredito no povo vencendo essa batalha, não contra o próprio povo, mas contra quem quer que desistamos contra quem quer ser sustentado por essa nossa falta de interesse e participação, que ver em processo legítimo acontecer uma revolução que balance as estruturas sociais como aí estão organizadas.

“Queria ver meu povo novamente nas praças, e se isso já houve que retorne a vida, a vida que se vive, deve ser a mesma que se sonha”

Lucas Francisco Neto

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Um pouco da minha historia...





Quando eu era apenas um projeto o país passou por grandes mudanças – Eleições Diretas e tudo mais – talvez eu tenha nascido ao som dessa mistura de euforia e liberdade.

Aos poucos como é comum, fui crescendo e conhecendo um mundo, ainda muito jovem despertei o interesse pela religiosidade, gostava de ir à missa, procissões e lembro que ainda com três anos de idade já assíduo, às celebrações e missas dominicais, gostava sempre de sentar ao lado do padre.

Na minha cidade existia um padre, hoje já transferido, muito carinhoso com as crianças e que adorava ser ajudado por um “exército” de coroinhas, com 4 ou 5 anos eu me tornei um deles desde então meu engajamento com a Igreja Católica Romana não acabou mais, as vezes forçando a barra por divergência de opinião com outras lideranças, as vezes colhendo apenas os espinhos das flores que quis plantar, mas sempre perseverante.

“Opinião” eis aí uma palavra que pode me resumir, desde muito cedo freqüentei o ambiente escolar e acadêmico (para que minha mãe pudesse estudar e trabalhar), desde cedo me destaquei por me interessar por assuntos que não eram da “competência” de uma criança.

Lembro com carinho de um fato:
“os salários do magistério municipal estavam atrasados há meses, na casa de alguns professores já começava a faltar o que comer, na minha também a situação não era das mais agradáveis, foi quando as professoras entram em greve e eu fui até a minha mãe que aquela altura também estava envolvida no movimento e me coloquei a disposição para ajudar, lembro bem ‘FUI A TODAS AS PASSEATAS!’ isso por volta de 1993 eu ainda não tinha sequer 4 anos de idade, as vezes penso que já nasci militante”


Como é comum acontecer cresci, estudei o ensino fundamental e médio em escolas públicas aqui da região(exceto o primeiro ano em que fui estudar em uma escola particular tradicional na qualidade de bolsista).

Quando terminei o ensino médio comecei a pensar em dedicar a minha vida em favor dos outros (não sem até hoje lã muito bem como seria isso), mas enquanto amadurecia e amadurecia a idéia, fiz o Enem e me matriculei em uma faculdade particular aqui da região no curso de Direito, cursei até o sexto período, quando convidado decidi fazer uma experiência com a Ordem dos Salesianos de Dom Bosco.

Fiz minha experiência e cheguei a inúmeros resultados que não são o tema desta postagem, quando voltei para casa e reencontrei a minha vida, destranquei a matricula na faculdade e fui em frente procurando viver aquela vida na qual acredito.

Recentemente me filiei ao Partido dos Trabalhadores, e estou tentando junto com um grupo de pessoas que compartilham de ideais próximos dos meus construir um Brasil melhor, um Espírito Santo mais forte e uma Guarapari mais desenvolvida.

Cheguei a colocar o meu nome a disposição do partido para concorrer ao cargo de prefeito de Guarapari, mas isso já é outra história...

Agora estou cursando o nono período da graduação em direito, quando penso que já me formo no final deste ano, fico me perguntando como passou tão rápido.

Ainda não sei como estará essa história na semana que vem, mas até aqui o “Senhor tem nos ajudado”, e prometo que conto para vocês.